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30 setembro 2020, 16:34

Saúde e segurança não têm preço para o consumidor

Dois em cada três consumidores acreditam que o acesso às medidas adequadas de segurança da saúde os levariam a pagar a mais pelos produtos comprados dentro de um comércio. De acordo com a “Consumer Health and Safety Brazil”, 65% dos brasileiros estão dispostos a desembolsar mais dinheiro dentro de uma loja que adote as medidas necessárias de protocolo de segurança. A maioria (84%) afirmou que pagaria até 10% a mais pelos produtos, enquanto 12% citaram até 25% a mais pelo valor do item e 4% chegaria a pagar mais do que 25%. 

A pesquisa, comercializada pela Ipsos com o objetivo de mapear informações sobre o sentimento de segurança dos consumidores, em diferentes setores de atividade e região, ouviu 800 brasileiros e procurou mostrar como eles desejam ser tratados pelos estabelecimentos durante esta retomada ou até mesmo após a flexibilização das restrições impostas pela pandemia.

Os respondentes avaliaram inclusive quais as medidas que eles consideravam mais relevantes, implementadas pelos estabelecimentos para manter os clientes saudáveis e seguros. Em primeiro lugar, foi a obrigatoriedade do uso de máscaras, citada como uma precaução essencial por 54% dos ouvidos. Já o uso de máscaras pelos funcionários apareceu na segunda posição, com 51%. A disponibilização do álcool em gel para os clientes, dentro da loja, apareceu em terceiro (45%), seguida da disponibilidade do mesmo na porta de entrada (44%). Fechando o top 5, 38% dos entrevistados acreditam ser essencial ter os funcionários desinfetando os carrinhos de compras, além da entrada e os caixas estarem visíveis para todos.

Nos últimos 30 dias (o levantamento foi realizado entre os dias 19 e 26 de junho), 88% das pessoas já tinham visitado um supermercado, 76% foram a uma farmácia e 36% frequentaram algum tipo de armazém/mercearia.

Como seria a retomada do “novo normal”?

Se fossem removidas todas as restrições de funcionamento impostas pelas autoridades – como limitação de ocupação, restrição de dias e horários de funcionamento, exclusividade de horário para determinados públicos, alteração da rotina, dentre outros -, 75% dos entrevistados, ou seja, três em cada quatro consumidores ouvidos, não se sentiriam confortáveis em voltar imediatamente a frequentar os pontos de venda físicos.

Destes, 10% esperariam uma semana antes de voltar às lojas e instalações comerciais, 14% retornariam em duas ou três semanas e 13% em um mês. Um terço (32%) só se sentiria confortável em voltar depois de pelo menos três meses, e 7% disseram que nunca se sentirão bem novamente nos pontos de venda físicos. Considerando a base das pessoas que demonstram desconforto, o levantamento constatou que 63% ainda têm medo de ficar doente e 55% se preocupam com a ideia de que haveria muita gente comprando nas lojas. 

Na hipótese de remoção das restrições e reabertura total, apenas 14% dos entrevistados afirmaram que estariam confortáveis em voltar a frequentar os estabelecimentos comerciais imediatamente. 

Fonte: Super Varejo

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