
A 4ª Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada em parceria com a consultoria EY, aponta uma queda no índice de 1,36% (2019) para 1,33% (2020), em função melhores práticas de prevenção e maior controle sobre a cadeia que têm repercutido positivamente no varejo.
Os resultados comprovam que desde o ano passado, quando iniciou a pandemia, o setor presenciou um aumento nas vendas e a diminuição de furtos em loja, que em valores reais representou para o varejo brasileiro uma perda de R$ 23,26 bilhões em 2020.
Embora a diferença entre 2019 e 2020 tenha sido pequena, alguns setores do varejo tiveram uma variação maior. Perfumarias (2,04% de perda total), drogarias (1,08%) e lar e construção (1,04%) foram os setores que tiveram as maiores altas, com exceção dos supermercados, que tradicionalmente apresentaram as maiores diferenças.
“Mesmo em um ano com tantos desafios operacionais o varejo cresceu 6% em faturamento, segundo o IBGE, o que certamente colaborou para a redução desse índice. Por outro lado, quando analisamos produtos perecíveis ou com datas de validade, alguns formatos de supermercados e drogarias tiveram resultado inverso, isso é, tivemos um aumento das chamadas perdas conhecidas que acabam por contribuir para o aumento do desperdício de alimentos nos supermercados e produtos com datas vencidas nas drogarias”, esclarece Carlos Eduardo Santos, presidente da Abrappe.
Ao analisar os produtos perecíveis ou com datas de validade, alguns formatos de supermercados e drogarias tiveram resultado inverso, segundo Santos. “Tivemos um aumento das chamadas perdas conhecidas que acabam por contribuir para o aumento do desperdício de alimentos nos supermercdos e produtos com datas vencidas nas drogarias”, destaca o executivo.
Supermercados
Na comparação dos 15 setores pesquisados, quatro formatos de supermercados (hipermercado, convencionais, vizinhança e conveniência) foram responsáveis pelos maiores índices de perdas do varejo brasileiro. Entre eles, o que apresentou a maior porcentagem de perda foi o de hipermercados, com 2,52%, seguido de perto pelas lojas convencionais com 2,10% de perda total e as lojas de vizinhança, os chamados mercados de bairro, que apresentaram o índice de 1,89%. Os segmentos também lideram no ranking geral.
Portanto, para o presidente da Abrappe, os supermercados em geral tiveram redução de perdas em todos os seus formatos, exceto os hipermercados. “Todos tiveram redução das perdas não identificadas (furtos) em virtude da redução do fluxo de clientes e maior controle pelo time de prevenção de perdas e pelo aumento das vendas. Já nas perdas identificadas (quebras e produtos sem condições de venda) podemos notar um aumento das quebras nos formatos de hipermercados, supermercados convencionais e de vizinhança, e nos formatos conveniência e atacado mostraram uma redução nas perdas”, conclui Santos.
Fonte: SUPERVAREJO