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24 junho 2021, 12:26

GPA nega processo de venda pelo Casino de participação na companhia

NEWTRADE

Imagem reprodução Newetrade

O GPA afirmou na terça-feira (22) que nenhum banco foi contratado e que não há processo de venda da participação de seu controlador, Grupo Casino, na companhia.

A declaração do GPA foi feita após a empresa questionar seus administradores e Casino depois de reportagem do Estadão.

O jornal publicou, citando fontes, que o Casino contratou o banco brasileiro BR Partners para começar a estruturar a venda de sua fatia de 41,2% no dono da bandeira Pão de Açúcar.

A participação do Casino no GPA é de 41,2%. O negócio como um todo vale pouco mais de R$ 4 bilhões na Bolsa – mais do que o dobro do que há um ano. A saída se refere somente ao grupo dono da bandeira Pão de Açúcar, e não ao atacarejo Assaí, que é um negócio mais rentável e no qual o Casino quer permanecer. Esse ativo tem valor de mercado bem maior do que o do GPA: R$ 22,8 bilhões.

O Casino entrou no GPA nos anos 1990, em uma época em que o grupo, então controlado pela família Diniz, enfrentava dificuldades financeiras. O contrato previa que, em 2012, Abilio Diniz passaria aos franceses o controle da companhia.

Um ano antes, no entanto, Abilio tentou costurar a união do GPA com o Carrefour, sem passar o comando do negócio ao sócio francês. A tentativa não deu certo e azedou a relação entre o empresário e Jean-Charles Naouri, do Casino.

A negociação foi tensa e incluiu mediação de um dos maiores especialistas do mundo em resolução de conflitos, o antropólogo americano Wiliam Ury. O fim da guerra, em 2017, foi selado com a saída de Abilio da empresa fundada por seu pai. O empresário hoje é um dos principais acionistas do Carrefour no Brasil e na operação global.

Apesar de a operação brasileira não ser a primeira na fila para ser vendida, o banco chegou a sondar o empresário Michael Klein, da família fundadora da Casas Bahia, sobre eventual interesse na aquisição no GPA, segundo fontes.

A ideia seria replicar a mesma estrutura utilizada há dois anos, com a XP, na qual o empresário comprou a participação do GPA na Via Varejo, recentemente rebatizada de Via.

Fonte: NEWTRADE

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