ABRAS divulgou que o Consumo nos Lares Brasileiros cresceu 1,48% em abril na comparação com março, de acordo com o monitoramento mensal realizado pela entidade.
O monitoramento também mostrou que, em relação a abril de 2025, o avanço foi de 3,17%. E, no acumulado do quadrimestre, o indicador registrou alta de 2,18%.
Vale reforçar que os dados são deflacionados pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.

De acordo com os dados divulgados pela ABRAS, o consumo das famílias mantém trajetória positiva em 2026 e avança de forma consistente ao longo dos primeiros meses do ano. Sendo que este movimento tem se apresentado de forma mais positiva do que o ano anterior e isso pode ter sido influenciado pelo fato que ao longo do início de 2026, a renda disponível das famílias passou a contar com reforços adicionais, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, somada à redução gradual da tributação até R$ 7.350, elevou a renda líquida de milhões de contribuintes. Soma-se a isso o reajuste do salário-mínimo, com impacto estimado de R$ 81,7 bilhões na economia no ano.
A antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, também pode ter contribuído com esses números favoráveis.
*ABRASmercado*
O Abrasmercado monitorou o preço de 35 produtos de largo consumo que acumulou alta de 4,55% no quadrimestre. Entre eles, o leite longa vida (+13,66%) segue entre as principais pressões de alta; carne bovina acumula avanço expressivo no quadrimestre O AbrasMercado — indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo — registrou em abril alta de 1,98%, a segunda mais intensa do quadrimestre, abaixo apenas da variação observada em março (+2,20%).
No acumulado de janeiro a abril, a cesta acumula elevação de 4,55%. Com o resultado, o valor médio passou de R$ 820,54 para R$ 836,80.
Também apresentaram avanço no mês o feijão (+3,47%), o arroz (+2,53%) e o óleo de soja (+0,73%). De janeiro a abril, o feijão acumula alta expressiva de 32,56%. No sentido oposto, as principais quedas de abril foram observadas no café torrado e moído (2,30%), açúcar refinado (-1,48%) e farinha de trigo (-1,55%). No acumulado do quadrimestre, os recuos mais relevantes seguem concentrados em açúcar refinado (-6,73%), café torrado e moído (-5,83%), óleo de soja (-5,83%), farinha de trigo (-4,22%) e arroz (-1,74%).
Com relação a análise regional, o Norte registrou a maior variação de preços em abril, com avanço de 3,54%, elevando o valor médio da cesta de R$ 890,93 para R$ 922,44, mantendo a região com o maior custo médio do país.
No Centro-Oeste, a cesta subiu 1,96%, avançando de R$ 766,96 para R$ 781,96. A região mostra que os preços permaneceram em faixa intermediária, sendo que Campo Grande (R$ 341,39), Brasília (R$ 345,12) e Goiânia (R$ 347,00), indicando relativa homogeneidade regional.
_Com informações da ABRAS_