Os preços de ovos de chocolate e dos alimentos típicos do almoço para a semana Santa e Domingo de Páscoa devem variam 3,8%, em média. Os supermercados projetam crescimento de até 10% no volume de consumo das famílias para o período.

Os dados são do levantamento realizado pela ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados.
Segundo o levantamento, mais da metade dos supermercadistas apontaram a alta nos preços do cacau como um dos principais fatores limitadores da expansão do consumo sazonal. Situação que ainda sofre com o aumento da safra do produto, ocorrido nos anos de 2026 e 2024, com menor intensidade.
Dados do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculados pelo IBGE, mostram que o chocolate em barra e bombom acumulam alta de 26,36% em 12 meses até fevereiro de 2026, muito acima da inflação geral de 3,81% acumulada no mesmo período.
Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS, durante entrevista coletiva da entidade, ressaltou a movimentação dos preços. “O comportamento recente dos preços indica que parte relevante da pressão de custos já foi incorporada ao longo dos últimos meses, com reajustes adicionais mais moderados esperados para a Páscoa deste ano. Com isso, se por um lado o emprego e a renda em alta favorecem o consumo no período, mantendo um ritmo semelhante ao da Páscoa anterior, por outro, os efeitos da disparada do cacau nos últimos anos — especialmente na safra 2023/2024 — ainda se refletem nos preços dos chocolates, embora com menor intensidade”.
Almoço de Páscoa
Com relação aos alimentos típicos do almoço, os preços apresentaram médias próximas de 3,8% em itens como ovos de galinha, batata, azeite, azeitonas, peixes e frutos do mar. Já o bacalhau apresenta variação mais expressiva, com média estimada em 7,6%.
A projeção é que a concentração das compras ocorra principalmente na semana da Páscoa, responsável por 75% do consumo, enquanto 10% das aquisições acontecem na véspera da data.
O presidente da AMAS – Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados, Eder Luís de Oliveira, ressaltou que a maioria das lojas já fizeram a aquisição dos produtos tradicionais para a época. “Grande parte dos supermercados já se prepararam e estão prontos para que os consumidores encontrem os produtos tradicionais”.