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AMAS E PROCON MUNICIPAL SE REUNEM PARA TRATAR DO SISTEMA DAS VISITAS FISCALIZATÓRIAS NOS SUPERMERCADOS ASSOCIADOS

13-02-2019

Procedimento da fiscalização foi o ponto alto exposto pela diretoria da entidade em reunião na Coordenadoria do órgão em Campo Grande

Diretores da AMAS – Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados, SINDSUPER – Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentos de Campo Grande - e do Procon Municipal de Campo Grande, estiveram reunidos durante cerca de duas horas, na manhã de quinta-feira (7). Em pauta as visitas fiscalizatórias desencadeadas pelo órgão nas lojas do setor de supermercados associadas à entidade, neste inicio de ano.

O secretário Executivo da AMAS, Yuri Miranda, ao abrir a reunião expôs a preocupação e a insatisfação dos associados quanto à imposição dos fiscais em proibir o reabastecimento das gôndolas durante o ato de inspeção em produtos. “Temos informações de que a paralisação chega a durar de 4 a 5 horas. A ausência de reposição, durante este período, gera prejuízos para o supermercadista com os funcionários parados e os clientes insatisfeitos”, justificou.

A diretora Geral das Relações de Consumo do Procon Municipal, Rosemeire da Costa, diante do presidente do SINDSUPER, Luiz Tadeu Gaedicke, do diretor, Adeilton Feliciano do Prado, do Assessor Jurídico da AMAS, João Luiz Rosa Marques, e a Coordenadora de Fiscalização do Procon, Elaine de Oliveira Espíndola, argumentou não ser a intenção do órgão paralisar o supermercado, que deve ter o seu trabalho continuado. “Não queremos impedir a rotina do supermercado. Todas as medidas serão tomadas para que as visitas de nossas equipes não influam no andamento contínuo do trabalho interno da loja”, acentuou Rosemeire.

Yuri apontou também a publicidade gratuita e negativa que os supermercados estão ganhando na mídia com as ações dos fiscais do Procon. “Freqüentemente há exposição negativa na mídia o que gera prejuízos para loja, além de acarretar demissões de funcionários. O associado já é penalizado com a multa, pelo fato de ser encontrado produto vencido ou divergência de preços e, ainda além da multa a pagar, ainda há  mídianegativa, isso não é bom para ninguém”, asseverou.  

A diretora do Procon pontou que o fato será considerado e tratado internamente. “Não passamos informações para a imprensa sobre quando e onde os fiscais irão atuar. Recebemos demandas de pessoas que nos procuram pessoalmente e também via Facebook e Whatsapp, contudo temos o cuidado de não citar os nomes e endereços dos estabelecimentos comerciais. Porém, vamos investigar. Tratar bem quem está no supermercado faz girar a economia e para nós a garantia de que o serviço está sendo prestado com qualidade”, afirmou.

Rosemeire ainda considerou ser este encontro importante fonte de diálogo e que daqui para frente ocorra com mais freqüência visando construir uma via de mão dupla. “Esperamos que as divergências diminuam com esse processo de conversação e orientação que é uma das prioridades do Procon Municipal”, almejou a diretora.

Para Adeilton, que explicou como é o trabalho diário de um supermercado e a responsabilidade que a empresa assume com o abastecimento da família campo-grandense, a reunião foi boa. “Estão escutando e dialogando, resolver tudo, não resolve, mas saio com a certeza de que cada um cumprindo com a sua parte, haverá um efeito muito positivo. Vejo a porta aberta ao diálogo”, afirmou o diretor da AMAS.

Assessoria de Comunicação AMAS