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Criação de 35 mil empregos e um equilíbrio maior nas gôndolas entre itens estrangeiros e nacionais, são perspectivas para 2019

Em 2019, supermercados vão investir em importados e reabertura de vagas

21-12-2018

Newtrade     

Confiantes em relação ao cenário macroeconômico que se desenha para 2019, os players do setor supermercadista devem retomar o ciclo de investimentos nos negócios. A abertura de lojas, contratação de funcionários e estoque com mais itens importados estão entre as intenções de aporte.

“Para 2019, esperamos que o setor de supermercados e hipermercados cresça em torno de 4%. Neste ano, o que atrapalhou foi a oscilação da taxa de câmbio, que colocou pressão sobre os preços dos produtos e transporte. De todo o modo, é um dos principais segmentos do varejo, representando cerca de 30% do faturamento total do comércio brasileiro”, afirmou o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes.

Para o especialista, o cenário econômico – sobretudo com a possibilidade estabilidade cambial – vai estimular investimentos como “a criação de 35 mil empregos” e um equilíbrio maior nas gôndolas entre itens estrangeiros e nacionais. “Se o dólar recuar mais, haverá maior estímulo na venda dos produtos importados”, argumentou Bentes, destacando que a moeda americana mais “fraca” pode auxiliar também no comércio de bens duráveis dentro desse setor.

A título de informação, segundo um estudo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em outubro, 65% dos supermercadistas apresentaram otimismo com o ambiente econômico nos próximos seis meses – atingindo o maior nível de confiança na análise bimestral de 2018. Seguindo o tom dos indicadores econômicos e da tendência de equilíbrio cambial, a rede de supermercado UNNO, localizada no Rio de Janeiro, deve faturar mais 5% no natal deste ano comparado ao mesmo período do ano passado. “Para o ano que vem, prevemos uma demanda maior por conta da possibilidade de mudanças econômicas e realização de reformas”, comentou o presidente da rede de supermercados, Genival Bezerra.

De acordo com o executivo, a rentabilidade dos negócios deve ser sustentada, em parte, por uma maior participação maior dos produtos importados nas vendas totais. “Estamos esperando uma alta de 5% e 10% no tíquete médio. Os produtos com maior venda na categoria de importados devem ser os azeites, vinhos e biscoitos”, afirmou Bezerra.

Em sintonia com essa visão, outro estudo realizado pela Abras revela que, para 2019, os produtos registrados com maior demanda de serão: sorvete (14,9%), iogurte (11%), massa instantânea (10,5%) e pasta refrigerada (9,7%). Ainda de acordo com Bezerra, há expectativa de aumento no quadro de funcionários, mas que tal medida dependerá de como será o desempenho da rede ao longo do ano. Nesse sentido, outro exemplo de rede que anunciou futuros aportes para o ano que vem foi o grupo Savegnago. Segundo pronunciamento da empresa realizado no mês passado, haverá investimento de R$ 300 milhões em 2019. O investimento será destinado para a abertura de mais 10 lojas até 2020; contratação de dois mil novos funcionários; e reformas das unidades já existentes. Além disso, perspectiva de faturamento da rede é atingir valor de R$ 3 bilhões e incremento de 30% na receita nos próximos dois anos. “Nosso objetivo é que a nossa rede esteja entre as 10 maiores do Brasil”, disse um dos fundadores da rede de supermercados, Sebastião Edson Savegnago.

Investimento no online - Com posicionamento estratégico alinhado ao processo de transformação digital e integração entre os canais físicos e online, o presidente do Grupo GPA, Peter Estermann, afirmou que um dos desafios, a partir de 2019, diz respeito à ampliação da base de clientes nas plataformas virtuais. “Hoje temos 7,5 milhões de downloads nos aplicativos do Meu Desconto e Meus Prêmios. Pretendemos dobrar esse número de usuários”, afirmou Estermann, sem relevar em quanto tempo esse incremento será realizado.

Em relação às expectativas de evolução geral nos negócios para o ano que vem, o presidente da companhia declarou que o GPA “entra num ciclo de retomada do crescimento orgânico do multivarejo continuando com os avanços do Assaí, com foco importante no processo de transformação digital e também investimento nas marcas próprias.” Segundo ele, a expectativa é dobrar para 140 o número de lojas integrados ao “Delivery Express”, modelo de entrega a partir das próprias unidades.

 

Fonte: Portal Newtrade